terça-feira, 23 de outubro de 2012

Mãos Dadas

Mãos dadas

Aguardaria décadas tranquilo,
Se me dessem a certeza do destino,
De que, algum dia, seguraria sua mão,
Alinhando as linhas sem direção,
De passados e futuros em comunhão.

Entrelaçando os riscos infinitos,
Contidos na palma em descrito,
Conectando caminhos percorridos,
previsões de uma vida em trilhos.

Unindo entre elas a escolha,
Dos dois viajantes que se encontra.

Estaria em ambas o registro?
Um feixe comum em selos únicos?
A marca da decisão dos dois juntos?
Na pele escupida em distintos conjuntos?

Cruzamentos e passagens longínquos,
Ruas e avenidas que seguem em rumo,
Por trajetos existentes e antigos,
Aos desígnios coincidentes em dois mundos.


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